domingo, 29 de março de 2009
O mais pequeno vertebrado do mundo vive na Indonésia
O «Paedocypris progenetica» é um peixe da família da carpa mas de dimensões muito mais reduzidas. Os espécimes adultos medem entre 7,9 e 8.6 milímetros de comprimento, consoante se tratem de fêmeas ou machos.
Apesar do seu tamanho minúsculo, o peixe possui barbatanas pélvicas com músculos excepcionalmente grandes que usa para agarrar a fêmea durante o acasalamento, asseguram os investigadores.
Os «Paedocypris progenetica» caracterizam-se ainda por ter um corpo transparente, quando adultos, o que lhes dá a aparência de uma larva, e por viverem em águas escuras, cem vezes mais ácidas do que a água da chuva.
A escassez de alimentos não parece preocupar estes espécimes que, dado o seu tamanho, se saciam com uma pequena quantidade de plâncton. Os investigadores acreditam que com a destruição do seu habitat já se tenham perdido várias populações deste tipo de peixes, mas acalentam a esperança de ainda terem tempo para investigar mais sobre a espécie.
Serie Caderno Perdido by: Renato Russo

Aqui você encontrará a matéria completa sobre o caderno perdido do Renato Russo.
O Descobrimento
do Poeta
O Caderno do Aborto Elétrico,
com letras inéditas compostas por
Renato Russo,
ficou esquecida numa caixa
de papelão por doze anos. Agora, a juventude
e a genialidade do Poeta e toda História
de uma época efervescente do rock nacional
voltam à tona nessa descoberta
por Felipe Zobaran

Numa tarde de janeiro de 1991, Renato Russo alugou uma suíte do Hotel Sheraton, um dos mais caros do Rio de Janeiro, com vista para o mar e a praia de Ipanema. Ele ainda morava com a família na Suburbana Ilha do Governador e alugar um quarto de Hotel era habitual quando queria ficar sozinho. Dinheiro não era problema para um grande astro como Renato Russo.
Ele pegou o telefone e ligou para o escritório de Luís Fernando Artigas, produtor dos primeiros shows da Legião Urbana e velho amigo dos tempos de Brasília. "Tô no Sheraton, vem pra cá", pediu.
Na suíte, Renato coordenava uma festa particular com muitos estimulantes, num estado de hiperatividade que Luís Fernando já conhecia. Renato não estava bem de cabeça e procurava fugir da depressão. Ele descobrira que era soropositivo.
Tarde e noite adentro Renato falou sem parar, de tudo: música, política, amor, família. E falou também de um certo caderno dele que teria ficado com Felipe Lemos, o Fê, baterista do capital Inicial e também velho amigo de Brasília. Renato queria que Luís Fernando pedisse a Fê o caderno de volta.
Mas Luís Fernando não ligou para Fê Lemos. Na ressaca do dia seguinte, ainda abalado pelas outras coisas que ouvira do amigo, ele esqueceu o pedido de Renato. Fê só foi saber que Renato queria o caderno dois anos depois, em São Paulo, por uma estranha coincidência.
"Foi uma situação esquisita", lembra Fê. "Dei carona pra um amigo de um amigo que disse conhecer o Renato, com quem eu não falava há um tempo. Pra mim ele tinha se tornado inacessível. Aí o cara disse, sem mais nem menos, que eu tava com um livro que era do Renato. Levei um susto. Pô, só podia ser o caderno do Aborto Elétrico!"
Fê foi procurar no Fundo de um baú empoeirado que guarda recortes do início de sua carreira em Brasília e achou o caderno de letras compostas por Renato Russo para o Aborto Elétrico entre 1977 e 1981.
Três anos depois, Renato morreu sem ter visto novamente o caderno do Aborto Elétrico.

Fundação da Cidade de Salvador
Notadamente, a Sé-primaz do Brasil, sob a invocação de N. S. da Ajuda, a Capela de N. S. Conceição da Praia, bem como o Paço dos Governadores e a Casa da Câmara e Cadeia, foram produto do barro moldado, da taipa de mão e de pilão, do teto de palha, tão distantes da monumental cantaria portuguesa, dalém-mar. A cal, resultante da queima de crustáceos na Ilha de Itaparica, a partir de 1551; o arenito proveniente de Boipeba; o lioz português que servia de lastro nas embarcações e a madeira-de-lei da Mata Atlântica foram conquistando, pouco a pouco, os canteiros de obras que se multiplicavam na construção da metrópole.
Desse primeiro encontro restam, além dos registros históricos, o traçado urbano da cidadela do mestre de cantaria Luís Dias, arquiteto-mor desta soterópolis, com a sua malha viária reticulada e confinada e a Praça do Palácio ou dos Mercadores, onde se implantou o primeiro guindaste condutor de mercadorias entre o porto e a cidade-alta. Iconografias e relatos nos dão conta da precariedade dos edifícios, públicos e privados, só superada após as sucessivas tentativas de invasão da cidade por parte dos holandeses (1599-1649), quando a estabilidade política e a prosperidade econômica permitiram o desenvolvimento de um padrão arquitetônico monumental, português por excelência, com a importação de projetos, mão-de-obra e materiais necessários ao vultoso empreendimento.
A arquitetura militar foi a primeira a se beneficiar da conjuntura político-econômica do século XVII, com a ampliação das fortalezas existentes e a construção de novas, a exemplo do Forte de São Marcelo, no porto da cidade, sobre um banco de areia emergente da maré baixa e dos Fortes de Santa Maria e São Diogo, na defesa do então vulnerável Porto da Barra. Os Fortes de Santo Antônio da Barra, São Felipe (Monte Serrat) e Santo Alberto completavam o cerco à cidade, sob a mira das baterias e baluartes da sua muralha e do seu porto.
A arquitetura religiosa ganhou em requinte e monumentalidade na 2ª metade do século XVII. As ordens religiosas aqui instaladas no século XVI foram Jesuítas (1549), Beneditinos (1585), Carmelitas (1586) e Franciscanos (1587). A Santa Casa de Misericórdia e o Clero Secular (Arquidiocese Primaz, 1551), por sua vez, construíram novas sedes ou ampliaram as suas primitivas, adaptando-se à nova configuração conjuntural. O monge beneditino Frei Macário de São João foi o autor de inúmeros projetos, os mais expressivos do seu tempo, como a Igreja e Mosteiro de São Bento, Igreja e Convento de Santa Tereza, Igreja e Hospital da Santa Casa de Misericórdia, além da Casa de Câmara e Cadeia. A Igreja da Sé, a Igreja do Salvador do Colégio dos Jesuítas, a Igreja e Convento do Carmo e o Convento de São Francisco, são, igualmente, exemplos deste monumental acervo, onde a cantaria, local e portuguesa, arrematam as caixas murais, nos seus contornos mais elaborados: portadas, cercaduras, cunhais, beirais, frisos, frontões, bacias, pináculos, soleiras, colunas ou mesmo a ensilharia, tão comuns no vasto e erudito rol das edificações religiosas. Destaca-se, também, o Convento de N. S. do Desterro, 1º edifício de ordem religiosa na América portuguesa, construído para as irmãs Clarissas administrarem o destino das moças solteiras da soterópolis, patriarcalista e castradora.
A arquitetura civil de função pública teve os seus melhores exemplos na Casa da Câmara e Cadeia (1660), no Paço dos Governadores (1663), na sede da alfândega (cidade-alta), nos prédios assobradados com amplos salões - onde o mobiliário luso-brasileiro começava a apresentar sinais de uma prosperidade precursora do seu apogeu no século XVIII. Os solares, residências senhoriais, mostravam o seu vigor no panorama urbano, tendo a loja, no plano térreo, e o pavimento nobre superior conectados por imponente saguão e escadaria. São vários os exemplos deste período, com pátio central, azulejos portugueses no seu interior, forros em caixotões, portas almofadadas, janelas com postigo, sacadas com os muxarabies, beirais encornijados (tipo beira-soleira ou encachorrados), portadas em cantaria, brasonadas ou dotadas, sobrelojas ou entressolhos, alcovas, chaminés, cocheiras e capelas particulares. Dentre eles, destacam-se o Solar Brequó, a Casa das Sete Mortes, o Solar do Ferrão, o Solar São Damaso, a Casa de Oração dos Jesuítas, o Paço do Saldanha, a casa natal de Gregório de Mattos, além de dois sobrados na esquina do Cruzeiro de São Francisco.
Este período configurou uma imagem urbana com exponência monumental, entremeada pela singeleza de uma arquitetura vernacular, distribuída em lotes urbanos estreitos, ao longo de becos e ladeiras. O século XVIII foi o século do ouro, do apogeu econômico, do barroco e do rococó, da supremacia da Igreja Católica, do Vice-Reinado (1714), da expulsão dos Jesuítas (1759) e da mudança da capital para o Rio de Janeiro (1763).
Salvador transformou-se no maior porto do Atlântico Sul e na segunda maior cidade do Império Português (antes eram Lisboa e Goa). Freguesias foram criadas e a cidade extrapolou os limites da sua muralha e, conseqüentemente, da mancha matriz, ampliando o seu território pelas colinas adjacentes ao Norte (Carmo e Santo Antônio), ao Sul (São Bento, São Pedro, Piedade, São Raimundo, Mercês) e a leste do Rio da Vala (Palma, Lapa, Desterro, Santana, Saúde), além do seu porto, estendendo-se da Preguiça à Jequitaia e da península de Itapagipe (Boa Viagem, Bonfim, Penha). Nunca se construiu tanta igreja (capelas, matrizes, irmandades seculares e de ordens 2ª e 3ª).
O barroco dominou o cenário religioso baiano, pródigo em entalhes dourados, prataria, ourivesaria, pintura, azulejaria, cantaria, transformando a cidade do Salvador em importante e qualificado canteiro de obras, que atraía mão-de-obra especializada portuguesa e formava "escolas" de artífices. Construiu-se, então, um rico acervo arquitetônico e artístico, equiparável aos melhores do mundo e peculiar no seu regionalismo. Inúmeros são os exemplos desta pródiga fase, e, em nível de exemplo, citamos: Igreja de São Francisco e sua ordem 3ª, N. S. do Rosário dos Pretos, SS. Sacramento da Rua do Passo, N. S. da Saúde e Glória, N. S. da Conceição da Praia, SS. Sacramento e Santana, N. S. da Conceição do Boqueirão, N. S. do Pilar, N. S. da Boa Viagem, N. S. da Penha de França, N. S. do Bonfim, Ordem 3ª de São Domingos, São Miguel, São Pedro, N. S. da Piedade, N. S. da Graça, São Lázaro, N. S. de Nazaré, N. S. de Brotas e os Conventos de N. S. da Conceição da Lapa, Bom Jesus dos Perdões, N. S. das Mercês e N. S. da Soledade.
A arquitetura militar ganhou novo plano de defesa baseado na arquitetura de Vaubainne, introduzido pelo arquiteto militar francês Jean Massé (1714-1720), quando foram reformados e reequipados os fortes existentes e construídos novos, estabelecendo-se, desta forma, um sistema articulado e amplo para a defesa do novo território. O extremo sul da cidade foi guarnecido pelas baterias dos fortes de São Pedro, Aflitos e São Paulo da Gamboa; o extremo norte, pelas baterias dos Fortes de Santo Antônio (Além do Carmo) e N. S. do Carmo (Barbalho) e, a defesa da cidade, como um todo, pela bateria do Quartel Central (Mouraria) complementada pelo apoio da Casa da Pólvora (no atual Campo da Pólvora).
As antigas fortalezas completavam o sistema de defesa de Salvador, eficiente e bem equipado. A arquitetura civil acompanhou os ditames do século com requinte e ostentação. Os lotes continuavam estreitos (casas geminadas) e profundos (grandes quintais), assim como as ruas (casas nas testadas nos lotes). Predominava o partido assobradado, com loja, saguão com escadaria monumental - às vezes externa (Solar Conde dos Arcos-Garcia) -, sacadas, sótão, beirais e modenaturas ricamente trabalhadas. O vidro só vai ser introduzido nas esquadrias no último quartel do século XVIII, em substituição aos muxarabies que predominaram até o início do século XIX.
O mobiliário apresentava-se requintado, em madeira-de-lei (jacarandá e vinhático) e de influência lusitana. Os serviços domésticos dependiam diretamente do trabalho escravo, não havendo infra-estrutura sanitária. As famílias eram numerosas e pródigas em agregados e a vida social girava em torno das celebrações e compromissos religiosos. A cidade era insalubre, com a maioria das ruas sem pavimentação, deslizamento de terra nas encostas, hortas plantadas nos vales onde eram despejados os dejetos urbanos, sem transporte público, com a predominância dos negros nas ruas, palco para punições (pelourinho e forca) e manifestações lúdicas
O comércio era próspero (importações e exportações) e a Baía de Todos os Santos, pontilhada de embarcações a vela (naus e saveiros), com o porto em franca expansão (aterros para construção dos trapiches). A configuração do centro histórico de Salvador (que, em grande parte, data desse século) confere à cidade uma atmosfera barroca, com destaque para a arquitetura religiosa, cujas torres sineiras marcam as freguesias e bairros da cidade, sendo os seus mais relevantes pontos de referência urbana.
O século XIX foi revolucionário e transformador. Revolucionário no campo das idéias e transformador do ponto de vista social e urbano. Os reflexos da Revolução dos Alfaiates (1798), a chegada da família real (1808), a abertura dos portos (1808), a assinatura do 1º tratado de comércio com a Inglaterra (1810), a criação do Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia (1810), a independência do Brasil (1822), a independência da Bahia (1823), a Revolta dos Malês (1835), a fundação da primeira casa bancária (1834), o gradativo processo de industrialização, a gradativa abolição da escravatura e a Lei Áurea (1888), a crise econômica que se abateu em função da seca (1870-1877), a gradativa separação Igreja/Estado (1873-1891), a implantação de serviços públicos (a partir de 1850) e a Proclamação da República (1889) foram fatores fundamentais na transformação do panorama urbano da cidade do Salvador ao longo do século XIX.
A cidade importou costumes, produtos, mão-de-obra e idéias. Os novos lotes urbanos tiveram seu padrão ampliado; a casa passou a ser construída isolada do vizinho e recuada em relação à rua. Surgiu o padrão de porão alto, acesso lateral, platibanda com acrotérios, revestimento de azulejos nas fachadas, vidros nas esquadrias, instalações sanitárias (externas ao corpo da casa) e o estilo neo-clássico, como o estilo oficial do Império, após a Missão Artística Francesa de 1816. Novos bairros surgiram: Campo Grande, Canela, Garcia, Vitória, Graça, arrabalde da Barra, Nazaré, Lapinha, Liberdade, Calçada, Ribeira, Caminho de Areia, Plataforma, Brotas, Matatu, Baixa dos Sapateiros, Sete Portas e as ampliações do porto com sucessivas aterros.
www.emtursa.ba.gov.br/450anos/historia.html
sábado, 28 de março de 2009
27 de Março 1960 Nascia então o maior poeta Brasileiro

Renato Russo é clássico. Renato Russo não foi apenas um vocalista de uma banda de rock, foi e sempre será um ídolo de milhões de pessoas, que até hoje, mesmo depois de nove anos de sua morte, engrandecem sua música.
Renato Manfredini Júnior (Renato Russo) nasceu no dia 27 de março de 1960 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Aos quatro anos, ganhou um disco dos Beatles, que era uma de suas bandas preferidas, ao lado de Rolling Stones, Sex Pistols e The Clash. Aos sete anos, se muda para os Estados Unidos, por causa de uma tranferência de seu pai (funcionário do Banco do Brasil) para Nova Iorque, onde aprende a falar inglês. Aos onze anos, uma nova tranferência de seu pai o leva até Brasília, uma cidade importantíssima em sua história.
Por volta de 1975, surge o movimento punk nos Estados Unidos, que se caracterizava por um rock simples, de poucos acordes, sem muitos solos de guitarras, características do heavy metal. Após se recuperar de uma doença que o levou ficar quase dois anos na cama, Renato Russo descobre esse movimento em Brasília.
Numa das festinhas organizadas por uma turma que gostava do punk, Renato Russo conhece André Pretorius, com quem decide formar uma banda. E com Renato nos vocais e no baixo, André na guitarra e Fé Lemos (Capital Inicial) na bateria, formou-se o Aborto Elétrico, primeira banda de Renato Russo. Foi nessa época que várias músicas do repertório do Legião Urbana e do Capital Inicial foram criadas, como Que País é este (Legião Urbana) e Veraneio Vascaína (Capital Inicial).
Depois de várias formações, o Aborto Elétrico se desfez por causa da música Química, feita por Renato. Quando Renato mostrou a música para Fé, este disse que a música era horrível e teria dito para Renato que este perdera a habilidade para fazer músicas.
Após a separação do Aborto Elétrico, que durou apenas três anos (1979-1982), Renato Russo decide tocar sozinho, fazendo shows acompanhado de um violão de 12 cordas, intitulando-se “O Trovador Solitário”. Dessa época, nascem músicas com um estilo mais folk, como Faroeste Caboclo (considerada por este que escreve esta biografia a melhor canção já feita por um brasileiro), Eduardo e Mônica, Dado Viciado, Música Urbana 2 entre outras.
Cansado de tocar sozinho, Renato Russo convida Marcelo Bonfá para formar uma banda. O nome escolhido é Legião Urbana. Com Renato nos vocais e no baixo e Marcelo na bateria, era necessário um guitarrista para que o trio fosse formado.
Com isso, Eduardo Paraná, um conceituado guitarrista de Brasília é convidado por Renato para entrar na banda e junto com ele entra também o tecladista Paulo Paulista. Porém, estes dois rapidamente saem da banda, já que impunham um estilo muito pesado na banda, o que incomodava Renato e Bonfá.
Ico Ouro-Preto é convidado para ser o guitarrista e consegue um melhor resultado, mas acaba saindo em um mês. Dizia a lenda que ele morria de medo dos palcos.
Após quase desistirem, Bonfá e Renato decidem convidar Dado Villa-Lobos, nada menos do que sobrinho neto de Heitor Villa-Lobos, para assumir o posto de guitarrista da banda. Com o trio formado, a banda precisava de novas músicas, já que tinham shows marcados. Então, decidem tocar hardcore, música fácil, com energia contagiante e de poucos acordes. Desse tempo, surgem Petróleo do Futuro, Teorema e Perdidos no Espaço, entre outras.
Nessa mesma época, os Paralamas do Sucesso estavam fazendo muito sucesso e Bi Ribeiro (baixista dessa banda e ex-aluno de inglês de Renato) consegue uma oportunidade para o Legião: gravar um disco pela EMI, conceituada gravadora no mundo todo. Com este fato, Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá sempre consideram os Paralamas como seus padrinhos.
Tudo estava indo bem, até que Renato Russo tenta suicídio depois de uma briga com a gravadora por causa dos arranjos da música Geração Coca-Cola. Ele cortou seus próprios pulsos ficando incapacitado de tocar baixo. Com isso, a gravadora coloca Renato Rocha (Negrete) no baixo, deixando Renato livre para os vocais.
Em janeiro de 1985 é lançado o disco “Legião Urbana”. A EMI estava receosa quanto ao sucesso do grupo, porém, após seis meses de congelamento (graças ao Rock In Rio, que o Legião não participou) o disco começa a chamar a atenção. Músicas como Será, Ainda é Cedo e Geração Coca-Cola fazem sucesso com grandes níveis de audiência. Será é eleita por uma revista a melhor música do ano, O Legião é considerado a melhor banda e Renato o melhor cantor.
No final desse mesmo ano, a banda entra em estúdio para gravar o disco “Dois”, que deveria ser duplo e se chamar “Mitologia e Intuição”. Mas, receosa, a EMI se recusa a laçar um disco duplo para uma banda tão nova como era a Legião.
Este disco torna-se rapidamente um grande sucesso e é considerado por muitos um dos maiores discos de rock nacional na história. Músicas como Tempo Perdido, Índios, Metrópole e Quase Sem Querer se tornam hits. Mas o maior sucesso deste disco e um dos maiores sucessos da Legião, foi Eduardo e Mônica, uma música que conta a história de dois jovens que se apaixonam apesar dos estilos diferentes de vida.
Mas, com o sucesso, também vem os problemas. Em dezembro de 1986, num show em Brasília, um quebra-quebra faz uma menina morrer e 20 pessoas se ferirem. Este fato marcou a característica da banda de fazer poucos shows.
No final de 1987, é lançado o disco “Que País é Este 1978/1987”, que traz várias músicas da época do Aborto Elétrico e mostra como a banda mudou o seu estilo de música.
Músicas como Que País é Este, Eu Sei e Angra dos Reis fazem bastante sucesso. Porém, a música que se destaca nesse disco é Faroeste Caboclo. Uma música de nove minutos, que conta a história de João de Santo Cristo, que se associa ao povo brasileiro. Esta música concerteza foi a música de maior sucesso do Legião Urbana, e foi composta em apenas duas tardes por Renato Russo. Esta música é uma espécie de hino do Legião Urbana.
Mas, novamente num show em Brasília, mais precisamente no estádio Mane Garrincha, uma organização pífia faz centenas de feridos e três mortos. Um louco chegou a subir no palco e agarrar Renato Russo. O show foi interrompido e o que se via era uma imensa confusão no público. Renato Rocha e Marcelo Bonfá choravam no camarim e Renato Russo gritava: “Na vim aqui para dar show para animais”.
Este fato foi muito marcante na história da banda, que depois desse dia, nunca mais fez shows em Brasília, e diminuiu bastante sua quantidade de shows.
Logo depois, Renato Rocha saiu da banda, já que não conseguia cumprir os compromissos com ensaios.
Em 1989, é lançado um disco histórico: “As Quatro Estações”. Todas as músicas (Há Tempos, Pais e Filhos, Feedback Song For a Dying Friend, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, Eu Era um Lobisomem Juvenil, 1965 (Duas Tribos), Monte Castelo, Maurício, Meninos e Meninas, Sete Cidades e Se Fiquei Esperando o Meu Amor Passar) fazem sucesso. Este disco é o de maior vendagem da banda, com quase 2 milhões de cópias vendidas. Dentre essas 11 músicas, sem dúvida o destaque é Pais e Filhos, que faz grande sucesso, se transformando num dos maiores sucessos do Legião.
Em 1990, ocorre uma grande mudança na banda. Renato Russo assume publicamente ser homossexual e descobre ser portador do vírus da AIDS. Renato também conhece a maior paixão de sua vida, o americano Scott, que lhe vicia em heroína.
Com Renato afundado no vício, em dezembro de 1991 é lançado o mais belo disco do Legião Urbana: “V” mostra todas essas mudanças na vida de Renato, com músicas falando de drogas. Teatro dos Vampiros e O Mundo anda tão Complicado viram hits. Mas duas músicas desse disco podem ser destacadas: a primeira é Metal Contra As Nuvens, uma belíssima música de onze minutos e meio que usa palavras difíceis que mostra um Renato Russo mais poeta. O outro destaque é Vento no Litoral, a mais bela música do Legião Urbana, que foi o maior sucesso deste disco e que foi feita para Scott, quando este voltou para sua terra natal.
Renato Russo estava tão afundado no vício, que, durante a turnê deste disco, quando o Legião estava excursionando pelo nordeste, alguns shows tiveram que ser desmarcados, já que Renato estava caindo de bêbado e com fortes tendências suicidas.
Em 1992, é lançado o disco duplo “Música Para Acampamentos”, que mostram as músicas do Legião tocadas ao vivo, algumas acústicas, alguns covers internacionais e apenas uma música inédita: A Canção do Senhor da Guerra se torna grande sucesso. Fábrica se torna hit também.
Em 1993, Renato Russo se interna uma clínica e se livra do vício das drogas e da bebida. Essa mudança pode ser notada no disco “O Descobrimento do Brasil”, que fala de esperança e é sem dúvida, o disco mais alegre da Legião. Músicas como Vinte e Nove e Vamos Fazer Um Filme se tornam hits. Mas podemos destacar, assim como no disco anterior, duas músicas: Giz, que, além de ter se tornado um hit, era a música preferida de Renato Russo (ele dizia que a música era completinha), e Perfeição, que ganhou um vídeo-clipe num ambiente muito parecido com a capa do disco (cheia de flores), e por ser o maior sucesso do disco.
Em 1994 o Legião resolve dar um tempo. Com isso, Renato Russo lança, nesse mesmo ano, o seu primeiro disco solo, o “The Stonewall Celebretion Concert”, um disco totalmente em inglês. The Stonewall era um bar nos Estados Unidos onde aconteceu um levante gay em 1970. Esse álbum continha músicas de Madonna, Bob Dylan, entre outros.
Em 1995, é lançado o disco “Equilíbrio Distante”, que trazia músicas em italiano. Nesse disco, Renato Russo canta muito bem, implacando sucessos como Strani Amori, La Solitudine e La Forza Della Vita. Segundo o próprio Renato, esse disco foi feito em homenagem à sua família, de origem italiana.
1996 é um triste ano. A partir de janeiro, o Legião começa as gravações de seu novo álbum. Junto com isso, começam as complicações emocionais de Renato, que estavam presentes nas músicas desse álbum. Em setembro, apressadamente é lançado “A Tempestade” ou “O Livro dos Dias”. Este disco é o mais triste da Legião e emplacou sucessos como Dezesseis e A Via Láctea, em que Renato Russo praticamente se despede dos fãs. Fraco e com 20 quilos abaixo do peso, Renato falece em 11 de outubro de 1996, de complicações da AIDS. Esse dia, sem dúvida, é um dos dias mais tristes da história da música nacional. Dez dias depois, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá anunciam o fim do Legião Urbana.
Em 1997, são lançados dois discos póstumos: “O Último Solo” é um disco solo de Renato com sobras dos outros cds. “Uma Outra Estação”, do Legião, é um disco de sobras de “A Tempestade” (que deveria ser um disco duplo, mas a proposta foi rejeitada pela EMI), e músicas que deveriam ter feito parte de “Dois”, que como já citado anteriormente, era pra ser também um disco duplo.As Flores do Mal e Antes Das Seis se tornam hits.
Em 1998, é lançado “Mais do Mesmo”, uma coletânea com os maiores sucessos do Legião.
Em 1999, é lançado o “Acústico MTV”, gravado em 1992 para divulgar o disco “V”.
Hoje a Noite Não Tem Luar, cover do Menudo, se torna um grande sucesso.
Depois disso, além de diversas coletâneas de Renato, são lançados “Como é Que se diz eu te amo” de 2001 e “As Quatro Estações-Ao Vivo”, de 2004. Estes são discos com formato duplo e que registram o Legião Urbana ao vivo, mostrando também os grandes dircursos que Renato Russo fazia no palco.
Esta é a história do maior nome do rock nacional e da maior banda de rock nacional, que sem dúvida, vão ficar para sempre em nossos corações.
Inglês quer se casar com o videogame
Fonte: Popular
Dia do Revisor e Diagramador

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